Seja bem vindo(a) à página Espiritismo Em Áudio!

convite.png

Que a paz de nosso Mestre nos envolva agora e sempre!

É uma grande alegria poder receber-te e compartilhar com você estas sublimes bênçãos de conhecimento e instrução, que nos trazem consolação e força para seguirmos adiante, guiando nossos passos na trilha estreita da reforma íntima, da elevação e redenção espiritual.

Este site foi criado com o simples objetivo de difundir a Doutrina Espírita, livre e gratuitamente, através de suas mensagens e esclarecimentos, buscando incentivar o estudo, a reflexão e a vivência transformadora dos ensinamentos de amor e trabalho que se baseiam nas verdades do Evangelho, e que o Espiritismo nos entrega como continuidade das palavras de luz e do caminho que nosso irmão e Mestre Jesus nos apresentou, e que o Pai, Deus Criador, com sua bondade e misericórdia eternas continua a nos enviar através desta terceira revelação, aguardando nosso despertamento e cooperação em favor do progresso, da fraternidade e da paz.

O acervo desta audioteca consta de diversos títulos, sendo que as obras aqui postadas estão em arquivos de formato MP3 para que possa baixa-las em seu computador, ouvindo-as com o coração e a razão, aprendendo um pouco mais sobre as claridades que a Doutrina Espírita desvenda e, acima de tudo, praticando e multiplicando estas dádivas com empenho, fé e perseverança em todas as oportunidades que nos aparecerem no dia a dia, pois é através da prática sincera do amor, do perdão, da caridade, sem esperar retribuição, pois esta vem de Deus e da satisfação íntima de ter feito o bem para o semelhante, que iremos construir um mundo melhor, a verdadeira morada de regeneração e harmonia, o reino de luz, paz, justiça e felicidade que o Pai nos concede e que começa dentro de cada um de nós; que se irradia, se manifesta e se completa com a presença e na união com nosso próximo.

Esta a missão da Doutrina dos Espíritos, explicar as leis universais (divinas e naturais), fazer germinar a semente do amor, da sabedoria, da perfeição no ser humano incentivando sua transformação moral, buscando estreitar nossa ligação com Deus, restaurando a revivescência do Cristianismo Primitivo em sua pureza e simplicidade, aquele mesmo que foi exemplificado por Jesus; ele que é nosso divino amigo, o maior exemplo de conduta e retidão, que nos mostrou o caminho do bem e do amor em sua essência e nos chama a seguir seus passos, vivenciando-os com sinceridade, humildade e alegria, servindo ao Pai na pessoa de nosso semelhante, hoje e sempre!

"Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.”
(O Espírito de Verdade - Paris, 1860. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo VI, item 5)

A instrução nos leva a aquisição de conhecimento, ao esclarecimento e engrandecimento intelectual, sendo esta essencial para nosso direcionamento e compreensão da vida, entretanto é através do amor fraterno, do desenvolvimento contínuo em nosso íntimo deste sentimento, do potencial que temos de amar, de fazer o bem, que vamos nos depurando, nos regenerando e transformando moralmente; este o sentimento que devemos exteriorizar através da caridade, do perdão e do trabalho edificante, que nos impulsiona as esferas sublimadas e felizes.

Estejamos sempre ao lado do Pai, pois Ele sempre está ao nosso lado! Lembrando e praticando com sinceridade os divinos mandamentos que Jesus, o Cristo nos legou:

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e ao próximo, como a ti mesmo."
(Mateus, 22: 34 a 40. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XI, item 1)

Roguemos ao Pai que fortaleça nossa singela intenção de propagar as ideias e ideais espíritas para que mais e mais irmãos entrem em contato com as sublimidades provindas por esta abençoada doutrina, assim como o Mestre nos ensinou: "Dai de graça o que de graça recebestes" (Mateus, 10:8. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XXVI, item 1).

Vibremos muito Amor, Paz e Luz, rendendo Graças a Deus!

Abraços fraternos,

Espiritismo em Áudio
Doutrina Espírita: Ciência, Filosofia e Religião, revivescendo o Evangelho redentor!

Importante esclarecimento:

Site destinado para uso exclusivo de Deficientes Visuais… do corpo e da alma!

Queridos irmãos,

Pensando na dificuldade de uma ampla comunidade de deficientes visuais e portadores de baixa visão em nosso país e até mesmo no exterior, visamos com a criação deste site estar prestando uma ação social solidária disponibilizando conteúdo espírita em arquivos de áudio para que estes irmãos de caminhada, impossibilitados momentaneamente de utilizarem seus olhos para adquirir conhecimento, possam ter acesso as informações e esclarecimentos espíritas através da audição.

Ao vermos a seguinte reportagem no site G1 da Globo ficamos muito sensibilizados e este ideal ganhou força em nosso íntimo para persistirmos neste singelo trabalho: Audiolivros aproximam deficientes visuais da literatura

Ressaltamos que os arquivos em áudio que são postados nesta página não ferem direitos autorais, sejam eles patrimoniais ou morais, visto estarmos destinando-os para uso exclusivo de Deficientes Visuais, sem fins comerciais, conforme lei 9.610/98.

A utilização deste conteúdo por pessoas que não sejam àquelas destinadas aos fins deste site foge ao nosso controle, assim cabendo a cada um que acessa o conteúdo aqui postado ser responsável pela utilização do mesmo.

Para maiores informações sobre a Lei de Direitos Autorais vigente, vide site da Presidência da República: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9610.htm

Abaixo colocamos resumo referente a Lei 9.610/98 sobre Direitos Autorais que assegura a reprodução total e/ou parcial por arquivos de áudio ao público com deficiência visual:

"LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.
TÍTULO III - Dos direitos do autor.
Capítulo IV - Das limitações aos direitos autorais.
Art. 46 - Não constitui ofensa aos direitos autorais:
I - A reprodução:
d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários;"

***

No mais poderíamos nos questionar: Quantos de nós somos "cegos espirituais" vagando pelas sombras da ignorância, do sofrimento… precisando de uma luz a nos guiar ao caminho da verdade e da vida em plenitude?

E compreendemos hoje estas palavras do Cristo: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida." (João 8:12)

Temos claro em nossa mente, em nosso raciocínio que quanto mais pessoas entrarem em contato com a mensagem espírita, compreenderem-na e praticarem seus postulados que se baseiam na essência moral do Evangelho, mais pessoas de bem se farão em nosso mundo, mais pessoas estarão alimentadas com o pão do amor e distribuirão este provimento divino por onde estiverem, assim fazendo com que haja uma ampliação e fortalecimento da doutrina do Cristo em nossos corações, na busca de vivenciarmos o que Jesus nos ensinou: "Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim no velador, para que ilumine a todos os que estão na casa. Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus." (Mateus 5:14-16)

Acreditamos que a divulgação livre e gratuita de conteúdo espírita não deveria gerar ofensa, lesar e/ou prejudicar aos vulgos detentores de direitos autorais de obras intituladas espíritas e a comunidade como um todo, o que não é nossa intenção com a construção deste site e reprodução de conteúdo sonoro; porém caso algum autor e/ou instituição detentora de direitos autorais mundanos assim o sinta, pedimos entre em contato conosco através do e-mail: moc.liamg|oiduameomsitiripse#moc.liamg|oiduameomsitiripse

Que esta nossa atitude venha ser mais um passo e uma pequena contribuição para a divulgação do Espiritismo, levando esclarecimento e amparo aos semelhantes, e que sirva de incentivo para que possamos cada vez mais difundir os ensinamentos espirituais para o bem e despertamento de todos nós!


convite.png

Mais algumas palavras…

A doutrina espírita que tem como lema a caridade, por consequência a fraternidade e a solidariedade, baseia-se em revelações advindas de comunicações espirituais e tem como objetivo principal despertar consciências, levando orientações aos seres humanos, visando assim sua transformação moral, o bem comum e progresso da comunidade planetária.

O esclarecimento espírita e sua divulgação deve ser feito sempre por amor e não se importando com retornos financeiros, isto porque estamos recebendo e lidando com informações espirituais e assim, em nossa concepção, aparenta ser um contrassenso muito grande a profissionalização e negociação de conteúdo doutrinário, pois estas práticas não se coadunam com os postulados espíritas que pregam o desapego de bens transitórios e valores temporais, e também por ser insensato e um equívoco supor e afirmar se deter direitos autorais sobre obras de origem espiritual que nos vem por inspiração, intuição, e outras formas bem conhecidas pelos espíritas.

A finalidade da doutrina é levar instrução, socorro e direcionamento espiritual a humanidade, não fazer proselitismo, bem menos captar verbas materiais através de atos comerciais ou visar lucratividade, mesmo quando temos a boa intenção de realizar arrecadação de recursos monetários para obras assistenciais. Difícil imaginar Jesus, Kardec ou Chico Xavier negociando ensinamentos ou qualquer tipo de informação espiritual em troca de dinheiro para sustentar instituições ou eventos de qualquer natureza. Em nossa humilde opinião não é esta a finalidade do conteúdo espírita e das verdades espirituais! Lembremo-nos do ensino de Jesus quando disse: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." (Mateus 6:24 e Lucas 16:13).

Um aspecto muito importante a ser observado é que uma grande parcela da população brasileira e mundial, não possui condições financeiras para arcar com a compra de títulos e se vêem impossibilitadas, limitadas diante da aquisição de conhecimento; assim seria coerente que as informações espíritas fossem disponibilizadas gratuitamente, ainda mais nos dias atuais levando-se em consideração todas as facilidades de comunicação e disseminação que a tecnologia nos permite usufruir, e acreditamos que seria muito bem visto aos olhos da espiritualidade se os autores espíritas encarnados disponibilizassem os conteúdos que fabricam de forma desinteressada, sejam eles médiuns ou não, pois em verdade sabem que são apenas instrumentos em um processo muito maior, não sendo eles os únicos e reais autores, portanto não detendo assim direitos exclusivos sobre as obras que publicam sob a égide espírita. Os próprios apóstolos e cristãos da primeira hora esforçavam-se por copiar e compartilhar escritos para a propagação das palavras e ensinamentos do Cristo a seu tempo; porque agora, passados quase 20 séculos, estamos nos prendendo ao comércio para difundirmos a doutrina dos espíritos?

Mesmo assim, em parte, incentivamos a comercialização feita atualmente por confrades comprometidos com o bem dos semelhantes e a difusão doutrinária, pois sabemos que existem valores envolvidos com a criação destes títulos, também porque são muitos os irmãos que desejam ter o livro impresso em mãos ou o CD/DVD; entendemos ser isto nada mais do que compra e venda de papel impresso e/ou mídias gravadas, necessárias para se cobrir custos de publicação, entretanto o conteúdo das obras em si deveria ser entregue gratuitamente para benefício e evolução da humanidade. Necessário se faz sabermos diferenciar o que é de Cesar do que é de Deus, e procurarmos evitar os velhos erros que o Homem vem cometendo a milênios quando coloca em negociata os ensinamentos do mais Alto, como se eles fossem uma mercadoria para ser transformada em fonte de dinheiro e também onde somente alguns poucos que tem condições financeiras para pagar possam ser seus beneficiários. O que vemos atualmente é que a industria livreira, com a conivência ou não, vem distorcendo os propósitos da propagação do verdadeiro Espiritismo, onde o vender no ímpeto de aumento da arrecadação e de prestígio doutrinário, institucional ou pessoal ficou mais importante do que o objetivo primordial de difundir e esclarecer, consolar e auxiliar.

Outro ponto importante referente a comercialização de títulos é quanto as mesmas gerarem uma parcela de recursos para obras assistenciais, o que poderia não ser necessário caso a postura da maioria dos seres humanos fosse diferente. Essencial frisar que a atuação da sociedade espírita e não-espírita, bem como sua responsabilidade frente a atenuação da miséria moral e material do mundo não deve ser isenta de uma participação ativa e contribuição direta. Muito deve ser feito por todos nós para atingirmos este fim, tanto espiritualmente quanto materialmente, dispondo e partilhando de nossos recursos e esforços individuais de forma equilibrada, conforme nos seja possível e dentro de nossas limitações, para a equidade e melhoria das condições de vida da comunidade planetária. Afinal, a doutrina dos espíritos nos diz que são o orgulho e o egoísmo nossos maiores defeitos, sendo contra eles que devemos lutar com afinco para nos tornarmos pessoas melhores, e que além de evitarmos a prática do mal, devemos, sim, realizar todo o bem que podemos. Por mais que a comercialização de livros espíritas revertam verbas que são destinadas a obras beneméritas, é enganoso pensar que simplesmente se comprando um livro estaremos ajudando e praticando o bem para com nossos semelhantes, eximindo-nos assim da tarefa a desempenhar em âmbito de dedicação e irmandade, e muito menos que por nos esforçarmos na venda de livros espiritas estamos com efetividade auxiliando na difusão da doutrina quando este esforço não vem acompanhado de exemplo de vida e retidão na conduta diária que assegure àqueles que adquirem os livros realmente observarem nos espíritas pessoas que lhes apresentem uma forma distinta de encarar e se posicionar diante das questões mundanas e no relacionamento com os demais.

***

Sabemos que uma parcela de companheiros, acreditamos que ainda apegados em demasia as leis falíveis e mutáveis dos homens, desaprovam esta nossa iniciativa, entretanto se faz importante lembrarmos e utilizarmos a fé raciocinada para refletirmos sobre as palavras e orientações do Mestre Jesus, nosso guia e modelo:

"E ordenou-lhes, dizendo: Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.
E arrazoavam entre si, dizendo: É porque não temos pão.
E Jesus, conhecendo isto, disse-lhes: Para que arrazoais, que não tendes pão? não considerastes, nem compreendestes ainda? tendes ainda o vosso coração endurecido? Tendo olhos, não vedes? e tendo ouvidos, não ouvis? e não vos lembrais, quando parti os cinco pães entre os cinco mil, quantas alcofas cheias de pedaços levantastes?
Disseram-lhe: Doze.
E, quando parti os sete entre os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes?
E disseram-lhe: Sete.
E ele lhes disse: Como não entendeis ainda?"

(Marcos 8:15-21)

Queiram os Espíritas que em um futuro próximo possamos estar todos realizando um compartilhamento e difusão de conteúdo doutrinário de forma livre e gratuita, deste pão espiritual que alimenta nossas almas, assim como Jesus e os primeiros discípulos o faziam por onde passavam repartindo a Boa Nova, interessados que estavam apenas em propagar a mensagem do Cristo, levando a esperança, a paz e a verdade que liberta o espírito aos que buscam o amparo e as claridades do Alto.

Muita luz ao coração e consciência de todos!


convite.png

Trechos e Mensagens…

Queridos amigos,

Buscando orientação quanto a tarefa que nos incumbimos voluntariamente de realizar, auxiliando na propagação da Doutrina dos Espíritos a determinado público, elencamos e compartilhamos abaixo algumas mensagens e trechos de mensagens relacionadas a divulgação, propagação e difusão doutrinária, para nossa reflexão:


Livro: A Terra e o Semeador
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Espiritismo

“Na sua condição de Cristianismo Redivivo, a divulgação do Espiritismo Evangélico, quanto mais ampla, mais benefícios trará para a coletividade.”


Livro: Entre Irmãos de Outras Terras
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Ante a Seara da Luz

"Perante o mundo atormentado de hoje, pensa na quota de amor que lhe devemos, através do Espiritismo que nos pede criterioso trabalho de sustento e divulgação, em favor dos corações e das consciências."


Livro: O Livro da Esperança
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Idéia Espírita

…”urge saibamos trabalhar pela difusão da idéia espírita, na construção da Era Nova, irradiando-a com todos os recursos lícitos ao nosso alcance, com base no veículo do exemplo.”


Livro: Estude e Viva
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Socorro Oportuno

…"recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação."


Livro: Doutrina de Luz
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Na Lide Espiritual

"À frente dos nossos olhos se desdobram enormes contingentes de luta benemérita, aguardando-nos a boa vontade, na difusão da nova luz."


Livro: Caminho Espírita
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Livro Espírita e Vida

…”todavia, quanto nos seja possível, auxiliemos a manutenção e a difusão do livro espírita que nos sustenta e dignifica a vida imperecível, libertando-nos da sombra para a luz, no plano físico e na esfera espiritual, aqui e agora, depois e sempre.”


Livro: Plantão de Respostas
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Intuição

“Sempre que participamos de um trabalho de divulgação da Doutrina Espírita, contamos com a assistência dos Benfeitores Espirituais. No entanto, não devemos esquecer das nossas responsabilidades. Daí a necessidade do estudo constante, pois a tarefa é nossa e não deles.”


Livro: Emmanuel
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: As Comunicações Espíritas

“Se é verdade que a tibieza de alguns trabalhadores, obcecados pelos preconceitos, tem entravado a marcha da doutrina consoladora, devemos reconhecer que muitas mentalidades, saturadas de suas claridades benditas, têm concorrido com os melhores esforços da sua existência em favor da propagação dos seus salutares princípios.”


Livro: Entender Conversando
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Mensagem aos Divulgadores

Pergunta - O que você gostaria de dizer aos confrades que se dedicam com ideal na tarefa de difusão do Livro Espírita?

Resposta – "O esforço máximo e desinteressado no bem aos outros, segundo nos parece, é sempre o maior apoio a nós mesmos."


Livro: Emmanuel
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Mensagem aos Médiuns

“Infelizmente, a Terra ainda é o orbe da sombra e da lágrima, e toda tentativa que se faz pela difusão da verdade, todo trabalho para que a luz se esparja fartamente encontram a resistência e a reação das trevas que vos cercam. Dai nascem as tentações que vos assediam, e partem as ciladas em que muitos sucumbem, à falta da oração e da vigilância apregoadas no Evangelho.”


Livro: Encontros No Tempo
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Diálogo Fraterno – Itens: 112 – Suposta Pureza Doutrinária e 113 – Verdadeira Pureza Doutrinária

Pergunta - Então, caro Chico, o problema não é de direção, ou, melhor diríamos, de administração espírita?

Resposta – “Não, o problema não é de direção ou administração em si, pois precisamos administrar até a nós mesmos, mas a maneira como a conduzem, isto é, a falta de maior aproximação com irmãos socialmente menos favorecidos, que equivale à ausência de amor, presente no excesso de rigorismo, de suposta pureza doutrinária, de formalismo por parte daqueles que são responsáveis pelas nossas instituições; é a preocupação excessiva com a parte material das instituições, com a manutenção, por exemplo, de sócios contribuintes ao invés de sócios ou companheiros ligados pelos laços do trabalho, da responsabilidade, da fraternidade legítima; é a preocupação com o patrimônio material ao invés do espiritual e doutrinário; é a preocupação de inverter o processo de maior difusão do Espiritismo fazendo-o partir de cima para baixo, da elite intelectualizada para as massas, exigindo-se dos companheiros em dificuldades materiais ou espirituais uma elevação ou um crescimento, sem apoio dos que foram chamados pela Doutrina Espírita a fim de ampara-los na formação gradativa.
Naquele instante, recordamos que Allan Kardec, deixou bem claro na introdução ao Livro dos Espíritos que o caminho da Nova Revelação será de baixo para cima, das massas para as elites, porque “quando as idéias espíritas forem aceitas pelas massas, os sábios se renderão à evidência”.

Recordou, ainda, o dever imperioso de todos nós de evitar a deturpação da mensagem dos Espíritos, como aconteceu com o Cristianismo oficializado por Constantino. A Doutrina dos Espíritos veio para restaurar o Cristianismo, mas na sua feição evangélica primitiva, entendendo-se que em Espiritismo Evangélico é respeitar e auxiliar, amparar e elevar sempre, entendendo-se que os melhor e os mais cultos são indicados a se fazerem apoio de seus irmãos em condições difíceis para que se alteiem ao nível dos melhores e mais habilitados ao progresso. Aí está a essência de nossa conversação.
Nesse sentido, ressaltou muito bem o nosso irmão Salvador Gentile em Anuário Espírita-1977:
“Por mais respeitáveis os títulos acadêmicos que detenhamos, não hesitemos em nos confundir na multidão para aprender a viver, com ela, a grande mensagem”.

Depois deste diálogo, penetramos mais profundamente nas palavras do Dr. Bezerra de Menezes em “Unificação, Serviço Urgente mas não apressado”:
“É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos mensageiros divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos, sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios”.


Livro: Entre Irmãos de Outras Terras
Espírito: André Luiz
Médium: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

Trecho da Mensagem: Problemas de Direção

"Os espíritas de metade existem e decerto que grande merecimento possuem pelas qualidades respeitáveis que já apresentam, mas devemos ajudá-los através da oração a complementarem as realizações edificantes que se encontram intimados a fazer. São eles habitualmente pessoas convictas das realidades do espírito; contudo, não se apercebem da importância disso, exaltando fenômenos e não levantando sequer uma palha na divulgação da verdade."


Livro: Conduta Espírita
Espírito: André Luiz
Médium: Waldo Vieira

Trecho da Mensagem: Perante o Fenômeno

“A Doutrina Espírita é luz inalterável. Conduzir as possibilidades de divulgação do Espiritismo, em qualquer setor, no trabalho da evangelização, conferindo-lhe preferência sobre a ação fenomenológica. Ante os imperativos da responsabilidade moral, todo fenômeno é secundário.”


Livro: Conduta Espírita
Espírito: André Luiz
Médium: Waldo Vieira

Trecho da Mensagem: Perante a Criança

“Em toda a divulgação, certame ou empreendimento doutrinário, não esquecer a posição singular da educação da infância na Seara do Espiritismo, criando seções e programas dedicados à criança em particular.”


Livro: Cartas e Crônicas
Espírito: Irmão X
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Lição das Trevas

"Espíritas, irmãos! Cultivemos a divulgação da Doutrina Renovadora que nos esclarece e reúne!"


Livro: Chico Xavier Pede Licença
Espírito: Batuíra
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Atualidade Terrestre

…"Divulgação dos nossos princípios espíritas-evangélicos, não só de maneira determinada, mas por todas as formas que se nos façam possíveis."


Livro: Sínteses Doutrinárias
Espírito: Bezerra de Menezes
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Texto Completo – XXXI

…”Lutas, conflitos, dificuldades, desafios de variada espécie nos convocam à divulgação da Doutrina de Amor e Luz, a cujo engrandecimento estamos convocados, cada qual de nós na posição em que se encontra.”


Livro: Bezerra, Chico e Você
Espírito: Bezerra de Menezes
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Divulgação Espírita

…efetivamente , as vossas responsabilidades no plano terrestre vos concitam a trabalho árduo no que se refere à implantação das idéias libertadoras da Doutrina Espírita a que fomos traduzidos a servir.
…em verdade, nós outros, os amigos desencarnados, até certo ponto, nos erigimos nos companheiros da inspiração, mas as realidades objetivas são vossas, enquanto desfrutardes as prerrogativas da encarnação.
…compreendamos que a vossa tarefa na divulgação do Espiritismo é ação gigantesca, de que não vos será licito desertar.
Nesse aspecto do assunto, urge considerarmos o impositivo da distribuição eqüitativa e plena dos valores espirituais, tanto quanto possível, em benefício de todos.
…todos necessitamos de luz renovadora.
Imperioso saber conduzi-la, através das tempestades que sacodem o mundo de hoje, em todos os distritos da opinião.
…todos precisamos penetrar no conhecimento da responsabilidade de viver e sentir, pensar e fazer.
…tendes convosco todo um mundo de realizações a mentalizar, preparar, levantar, construir.
…não nos iludamos.
Mantenhamo-nos vigilantes.
…Jesus na Revelação e Kardec no Esclarecimento resumem para nós códigos numerosos de orientação e conduta.
Estamos ainda muito longe de qualquer superação, à frente de um e de outro, porque, realmente, os objetivos essenciais do Evangelho e da Codificação do Espiritismo exigem ainda muito esforço de nossa parte para serem, por fim, atingidos.
…reflitamos: sem comunicação não teremos caminho.
…trabalhemos servindo e sirvamos estudando e aprendendo. E guardemos a convicção de que, na Bênção do Senhor, estamos e estaremos todos reunidos uns com os outros, hoje quanto amanhã, agora e sempre.


Livro: Bezerra, Chico e Você
Espírito: Bezerra de Menezes
Médium: Francisco Cândido Xavier

Trecho da Mensagem: Atendamos ao Senhor

…"no transcurso de apenas alguns anos, toda a paisagem do campo espírita-cristão se nos alterou, fundamentalmente." …
“Em síntese, todos os talentos da Bondade do Senhor se nos acumulam agora nas mãos, em torrentes de oportunidades e trabalho, recursos diversos e potencialidades virtuais…”


Livro: Na Era do Espírito
Espírito: Irmão Saulo
Médium: Francisco C. Xavier e J. Herculano Pires

Trecho da Mensagem: Estranho Ponto de Vista - O Homem no Mundo

“Os médiuns e doutrinadores espíritas têm uma missão eminentemente social. Para bem cumprir essa missão devem servir-se de todos os meios, os mais eficientes possíveis, de divulgação da doutrina. E foi o próprio Jesus quem ensinou que não devemos esconder a lâmpada embaixo da cama, mas colocá-la no alto, para que ilumine a todos.”


Livro: Chico Xavier Pede Licença
Espírito: Irmão Saulo
Médium: Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires

Trecho da Mensagem: Os Parentes Extraviados

"A divulgação do Espiritismo – a mais alta conquista efetuada no Planeta – deve acelerar-se e intensificar-se por todos os meios possíveis, para que não falte a nenhum dos novos comensais a parcela de luz de que necessita."


Livro: Astronautas do Além
Espírito: Irmão Saulo
Médium: Francisco Cândido Xavier e J.Herculano Pires

Trecho da Mensagem: Todos são Importantes

"Querer que não haja discordâncias entre os que trabalham na divulgação e na sustentação da Doutrina seria acalentar quimeras. Cada consciência humana, como ensina Hubert, é um ponto na correnteza da duração. Cada um de nós está colocado num ângulo determinado do eterno fluir da realidade. Cada qual, portanto, tem a sua maneira própria de ver as coisas."


Livro: Opinião Espírita
Espírito: Emmanuel e André Luiz
Médium: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

ESE - Cap. XXIV - Item 1

Há companheiros que se dizem contrários à divulgação espírita.
Julgam vaidade o propósito de se lhe exaltar os méritos e agradecer os benefícios nas iniciativas de caráter público.
Para eles, o Espiritismo fala por si e caminhará por si.
Estão certos nessa convicção, mas isso não nos invalida o dever de colaborar na extensão do conhecimento espírita com o devotamento que a boa semente merece do lavrador.

O ensino exige recintos para o magistério.
O Espiritismo deve ser apresentado por seus profitentes em sessões públicas.

A cultura reclama publicações.
O Espiritismo tem a sua alavanca de expansão no livro que lhe expões os postulados.

A arte pede representações.
O Espiritismo não dispensa as obras que lhe exponham a grandeza.

A indústria requisita produção que lhe demonstre o valor.
O Espiritismo possui a sua maior força nas realizações e no exemplo dos seus seguidores, em cujo rendimento para o bem comum se lhe define a excelência.

Não podemos relaxar a educação espírita, desprezando os instrumentos da divulgação de que dispomos a fim de estendê-la e honorificá-la.

Allan Kardec começou o trabalho doutrinário publicando as obras da Codificação e instituindo uma sociedade promotora de reuniões e palestras públicas, uma revista e uma livraria para a difusão inicial da Revelação Nova.
Mas não é só.

Que Jesus estimou a publicidade, não para si mesmo, mas para o Evangelho, é afirmação que não sofre dúvida.
Para isso, encetou a sua obra aliciando doze agentes respeitáveis para lhe veicularem os ensinamentos e ele próprio fundou o cristianismo através de assembléias públicas.

O "ide e pregai" nasceu-lhe da palavra recamada de luz.
E compreendendo que a Boa Nova estava ameaçada pela influência judaizante em vista da comunidade apostólica confinar-se de modo extremo aos preceitos do Velho Testamento, após regressar às Esferas Superiores, comunicou-se numa estrada vulgar, chamando Paulo de Tarso para publicar-lhe os princípios junto à gentilidade a que Jerusalém jamais se abria.

Visto isso, não sabemos como estar no Espiritismo sem falar nele ou, em outras palavras, se quisermos preservar o Espiritismo e renovar-lhe as energias, a benefício do mundo, é necessário compreender-lhe as finalidades de escola e toda escola para cumprir o seu papel precisa divulgar.


Livro: Segue-me
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

NA DIFUSÃO DO ESPIRITISMO

"E eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador para que fique convosco para sempre". - Jesus (João, 14:16)

Na condição daquele Consolador prometido por Jesus à Humanidade o Espiritismo, sem dúvida, atingirá todas as consciências.
Entretanto, à frente das múltiplas interpretações que se lhe imprimem nos mais variados núcleos humanos, de que modo esperar o cumprimento da promessa do Cristo? Nesse sentido recordemos os primórdios da Codificação Kardequiana.

Preocupado com o mesmo assunto Allan Kardec formulou a Questão nº. 789, de "O Livro dos Espíritos", à qual os seus instrutores Espirituais, solícitos, responderam: "Certamente que o Espiritismo se tornará crença geral e marcará nova era na história da Humanidade, porque está na natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos. Terá, no entanto, que sustentar grandes lutas, mais contra o interesse do que contra a convicção, porquanto não há como dissimular a existência de pessoas interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio, outras por causas inteiramente materiais. Porém, como virão a ficar insulados, seus contraditores se sentirão forçados a pensar como os demais, sob pena de se tornarem ridículos".

Certifiquemo-nos, pois, de que, na difusão dos princípios espíritas, estamos todos em luta do bem para a extinção do mal e de que ninguém alcançará a suspirada vitória sem a vontade de aprender e a disposição de trabalhar.


Livro: Além da Alma
Espírito Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

PROPAGANDA ESPÍRITA

Na década de 40, o Chico completava seu vigésimo livro psicografado.
Isaltino da Silveira F.º, amigo íntimo do médium, narra-nos agradável reminiscência de certo fato ocorrido durante a realização dum culto cristão, no trajeto da peregrinação a lares humildes, feito pelos companheiros do “Luiz Gonzaga” às periferias de Pedro Leopoldo.

Após a leitura do texto evangélico, no interior de uma singela casa, comentava-se animadamente o impulso que o Espiritismo tomara com o volumoso número de livros psicografados pelo médium.
Era grande o entusiasmo, todavia, ponderadamente, o Chico toma a palavra e avisa:

- Emmanuel está aqui, acompanhando este raciocínio, e me pede para lembrar-lhes o seguinte: Realmente, o número das pessoas que tomam conhecimento do Espiritismo é enorme. Por estes livros, informam-se da continuidade da vida após a morte, da lei da reencarnação, do intercâmbio mediúnico, mas…- acrescenta o benfeitor Espiritual – este é o primeiro contato que travam com a idéia espírita, após o que, passam a observar a conduta dos espíritas convictos. E, ai, muitos se decepcionam com os exemplos de irresponsabilidade dos mesmos.

Útil notar, nesse ensinamento, a responsabilidade dos espíritos na divulgação, pelo exemplo, do Espiritismo Evangélico.


Livro: Cura
Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

Quanto mais se aperfeiçoam no mundo as normas técnicas da civilização, mais imperiosas se fazem as necessidades do intercâmbio espiritual.
À vista disso, nos mecanismos de propaganda, em toda parte, os mostruários do bem e do mal se misturam, estabelecendo facilitários para a aquisição de sombra e luz.

Nesse concerto de forças que se entrechocam nas praias da divulgação, em maré crescente de novidades ideológicas, através das ondas de violentas transformações, a Doutrina Espírita é o mais seguro raciocínio, garantindo a alfândega da lógica destinada à triagem correta dos produtos do cérebro humano com vistas ao proveito comum.

Daí a necessidade da divulgação constante dos valores espirituais, sem o ruído da indiscrição, mas sem o torpor do comodismo.

Serviço de sustentação do progresso renovador.
Quanto puderes, auxilia a essa iniciativa benemérita de preservação e salvamento.

Auxilia a página espírita esclarecedora, a transitar no veículo das circunstâncias, a caminho dos corações desocupados de fé, à maneira de semente bendita que o vento instala no solo devoluto e que amanhã se transformará em árvore benfeitora.

Ampara o livro espírita em sua função de mentor da alma, na cátedra do silêncio.

Prestigie o templo espírita com o respeito e a presença, com o entendimento e a cooperação, valorizando-lhe cada vez mais a missão de escola para a Vida Superior.

Como possas e quanto possas relaciona as bênçãos que já recebeste da Nova Revelação, reanimando e orientando os irmãos do caminho.

Disse-nos Jesus: - “Não coloques a lâmpada sob o alqueire”.

Podes e deves expor a tua idéia espírita, através da vitrine do exemplo e da palavra, na loja de tua própria vida, para fazê-la brilhar. Doando-se as necessidades do próximo.


Livro: Mais Luz
Espírito: Batuíra
Médium: Francisco Cândido Xavier

DIVULGAÇÃO

A tarefa na divulgação da Doutrina Espírita, explicando os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, deve merecer o nosso maior entendimento e o nosso melhor carinho.

É verdade que o pão material remove a fome agressiva do corpo, no entanto, que agente suprimirá a fome da alma, acalentada muitas vezes, na sombra da inércia ou no fogo da prova, senão o esclarecimento espírita suscetível de asserenar as forças desgovernadas do coração?

Vemos, naturalmente sensibilizados, as multidões dos necessitados dos recursos físicos agitando-se, em toda parte, a requisitarem medidas que o trabalho e a assistência podem promover com a segurança do comando administrativo orientado com o necessário equilíbrio no censo das responsabilidades triviais que conduzem a vida. Contudo, amarga-nos o sentimento contemplar aquelas outras fileiras de necessitados da alma reunindo, muitas vezes, aos que se verticalizam no traje distinto e na higidez orgânica impecável, mas que se estira, por dentro das trevas da revolta e do desespero, da tristeza e da negação, absolutamente desprevenidos de qualquer imunização contra a criminalidade e a bancarrota do espírito nos domínios da saúde moral.

Divulguemos, sim, a instrução e o consolo, a paz e o aviso da Doutrina Espírita em favor dos que jazem fronteiriços à delinqüência e à loucura, à enfermidade e à morte, sem razão de ser. Em muitas circunstâncias a criatura não espera senão uma frase, um apontamento, uma elucidação ou uma bênção verbal de maneira a forrar-se contra a queda em precipícios fatais.

Trabalhemos pela distribuição organizada e metódica do conhecimento espírita-cristão com o mesmo devotamento com que procura estabelecer um serviço de água e luz. Água viva das verdades eternas que refrigere o coração humano e lhe restaure as energias, luz da vida imperecível que arrebate a criatura humana do círculo de trevas em que tanta vez se compraz por ignorância ou desorientação.

Recordemos as palavras do Cristo de Deus: “Brilhe vossa luz diante dos homens para que os homens conheçam as vossas boas obras, glorificando o Pai que está nos Céus.”

Capacitem-nos de que ninguém consegue realizar algo de bom sem oferecer algo de si para que se faça o melhor ao nosso alcance e trabalhemos com Jesus constantemente.


Livro: Cartas e Crônicas
Espírito: Irmão X
Médium: Francisco Cândido Xavier

ESPIRITISMO E DIVULGAÇÃO

O excelente advogado Joaquim Mota, espírita de convicção desde a primeira mocidade, possuía ideais muito próprias acerca de pensamento religioso.
Extremamente sensível, julgava um erro expor qualquer definição pessoal, em matéria de fé. “Religião – costumava dizer – é assunto exclusivo de consciência”. E fechava-se.
Na biblioteca franqueada aos amigos, descansavam tomos em percalina e dourados, reunindo escritores clássicos e modernos, em ciência e literatura. Conservava, porém, os livros espíritas isolados em velha cômoda do espaçoso quarto de dormir.
Não agia assim, contudo, por maldade. Era, na essência, um homem sincero e respeitável, conquanto espírita à moda dele, sem a menor preocupação de militança. Espécie de ilha amena, cercada pelas correntes do comodismo.
Encasquetara na cabeça o ponto de vista de que ninguém devia, a título algum, falar a outrem de princípios religiosos que abraçasse, e prosseguiu, vida a fora, repelindo qualquer palpite que o induzisse à renovação.
Era justamente a esse homem que fôramos confortar, dentro da noite.

Mota vinha de perder a companhia de Licínio Fonseca, recentemente desencarnado, o amigo que lhe partilhara vinte e seis anos de serviço no foro. Ambos amadurecidos na existência e na profissão, após os sessenta de idade, eram associados invariáveis de trabalho e de luta. Juntos sempre nos atos jurídicos, negócios, interesses, férias e excursões.
Sem o colega ideal, baqueara Mota em terrível angústia. Trancava-se em lágrimas, no aposento íntimo, ansiando vê-lo em espírito…
E tanto rogou a concessão, em preces ocultas, que ali nos achávamos, em comissão de quatro cooperadores, com instruções para levá-lo ao companheiro.

Desligado cautelosamente do corpo, que se acomodara sob a influência do sono, embora não nos percebesse o apoio direto, foi Joaquim transportado à presença do amigo que a morte arrebatara.
No leito de recuperação do grande instituto beneficente a que fora recolhido, no Mundo Espiritual, Licínio chorou de alegria ao revê-lo, e nós, enternecidos, seguimos, frase a frase, o diálogo empolgante que se articulou, após o júbilo extrovertido das saudações.

- Mota, meu caro Mota – soluçou o desencarnado, com impressionante inflexão -, a morte é apenas mudança… Cuidado, meu amigo! Muito cuidado!… Quanto tempo perdi, em razão de minha ignorância espiritual!!… Saiba você que a vida continua!…
- Mas eu sei disso, meu amigo – ajuntou o visitante, no intuito de consolá-lo -, desde muito cedo entrei no conhecimento da imortalidade da alma. O sepulcro nada mais é que a passagem de um plano para outro… Ninguém morre, ninguém…

- Ah! você sabe então que o homem na Terra é um Espírito habitando provisoriamente um engenho constituído de carne? Que somos no mundo inquilinos do corpo? – indagou Licínio, positivamente aterrado.
- Sei, sim…

- E você já foi informado de que quando nascemos, entre os homens, conduzimos ao berço as dívidas do passado, com determinadas obrigações a cumprir?
- De modo perfeito. Muito jovem ainda, aceitei o ensinamento e a lógica da reencarnação…

- Mota!… Mota!… – gritou o outro visivelmente alterado – você já consegue admitir que nossas esposas e filhos, parentes e amigos, quase sempre são pessoas que conviveram conosco em outras existências terrestres? Que estamos enleados a eles, frequentemente, para o resgate de antigos débitos?
- Sim, sim, meu caro, não apenas creio… Sei que tudo isso é a verdade inconteste…

- E você crê nas ligações entre os que voltam para cá e os que ficam? Você já percebe que uma pessoa na Terra vive e respira com criaturas encarnadas de obsessão, entre os chamados vivos e mortos, raiando na loucura e no crime?!…
- Claramente, sei disso…

O interlocutor agarrou-lhe a destra e continuou, espantado:
- Mota! Mota! Ouça!… Você está certo de que a vida aqui é a continuação do que deixamos e fazemos? já se convenceu de que todos os recursos do plano físico são empréstimos do Senhor, para que venhamos a fazer todo o bem possível e que ninguém, depois da morte, consegue fugir de si mesmo?…
- Sim, sim…

Nesse instante, porém, Licínio desvairou-se. Passeou pelo recinto o olhar repentinamente esgazeado, fêz instintivo movimento de recuo e bradou:
- Fora daqui, embusteiro, fora daqui!…

O visitante, dolorosamente surpreendido, tentou apaziguá-lo:
- Licínio, meu amigo, que vem a ser isso? acalme-se, acalme-se… – Sou eu, Joaquim Mota, seu companheiro do dia-a-dia…
- Nunca! Embusteiro, mistificador!… Se ele conhecesse as realidades que você confirma, jamais me teria deixado no suplício da ignorância… Meu amigo Joaquim Mota é como eu, enganado nas sombras do mundo… Ele foi sempre o meu melhor irmão!… Nunca, nunca permitiria que eu chegasse aqui, mergulhado em trevas!…

Mota, em pranto, intentava redarguir, mas interferimos, a fim de sustar o desequilíbrio e, para isso, era preciso afastá-lo de imediato. Mais alguns minutos e o advogado reapossou-se do corpo físico.

Nada de insegurança que o impelisse à ideia de sonho ou pesadelo. Guardava a certeza absoluta do reencontro espiritual. Estremunhado, ergueu-se em lágrimas e, sequioso de ar puro que lhe refrigerasse o cérebro em fogo, abriu uma das janelas do alto apartamento que lhe configurava o ninho doméstico.

Mota contemplou o casario compacto, onde, talvez, naquela hora, dezenas de pessoas estivessem partindo da experiência passageira do mundo para as experiências superiores da Vida Maior e, naquele mesmo instante da madrugada, começou a pensar, de modo diferente, em torno do Espiritismo e da sua divulgação.


Livro: Entre Irmãos de Outras Terras
Espírito: Irmão X
Médium: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

TRECHO DE CONVERSA

- A propósito da divulgação da doutrina Espírita – disse-nos, ainda agora, Samuel de Cirene, velho amigo da cultura israelista -, recordarei singelo acontecimento que os séculos apagaram…

E contou:
- Certa feita, nos primeiros tempos do Cristianismo, a peste devorava grande extensão da Capadócia e da Galácia, reduzindo industriosas populações ao desespero.
Depois da doença fulminativa, veio a fome e, com a fome, surgiram tristeza e penúria, aflição e abandono…
Largos movimentos de solidariedade se improvisaram, aqui e ali, para socorro às vítimas, e o apelo à generosidade pública alcançou Antioquia, onde um grupo de cristãos abnegados se entregou ao apostolado do auxílio.
Em dias rápidos, numerosas famílias se despojaram de utilidades diversas, enquanto corações generosos ofereciam recursos financeiros, em favor dos desamparados.
Tamanho foi o montante das preciosidades, que seis barcos, de um porto da Salêucia, partiram repletos.
A viagem começou entre presos e cânticos de louvor; entretanto, depois de algumas horas, grosso nevoeiro desceu sobre as águas e as nuvens pareciam tão perto que mais se assemelhavam a montanhas de carvão em forma de neblina…
Sobreveio a noite, sem que se tivesse notícia do por-do-sol, a não ser através de tênue clarão, lembrando atmosfera de candoeiro longínguo…
Findo longo tempo sobre a onda agitada, a frota beneficente foi arrojada a maciço de penhascos, despedaçando-se de encontro aos rochedos.
Por esquecimento dos responsáveis, os faróis de ilha vizinha jaziam apagados e a valiosa carga se perdeu por inteiro…

Esse antigo incidente, meus amigos, ilustra a necessidade da divulgação criteriosa do Espiritismo, em todas as direções.
Indiscutivelmente, todos precisamos da bondade que auxilia o corpo e lhe sana as mazelas, mas não nos é lícito esquecer, sem prejuízo grave, as exigências do espírito.

Esta, a observação de um dos amigos experientes que nos seguem a viagem, na conversação desta noite aprazível.
Registro-a, de escantilhão, através do lápis, porque, se ainda hoje líamos enternecidamente, aqui mesmo, o inolvidável aviso de Allan Kardec: “fora da caridade não há salvação”, será justo acrescentar, com todo o nosso respeito à memória do Codificador, que “fora da luz não existe caminho”.

(Paris, França, 23, Agosto, 1965.)


Livro: Estante da Vida
Espírito: Irmão X
Médium: Francisco Cândido Xavier

ESTUDO DA PARÁBOLA

Comentávamos a necessidade da divulgação da Doutrina Espírita, quando o rabí Zoan ben Ozias, distinto orientador israelita, hoje consagrado às verdades do Evangelho no Mundo Espiritual, pediu licença a fim de parafrasear a parábola dos talentos, contada por Jesus, e falou, simples:

- Meus amigos, o Senhor da Terra, partindo, em caráter temporário, para fora do mundo, chamou três dos seus servos e, considerando a capacidade de cada um, confiou-lhes alguns dos seus próprios bens, a título de empréstimo, participando-lhes que os reencontraria, mais tarde, na Vida Superior…
Ao primeiro transmitiu o Dinheiro, o Poder, o Conforto, a Habilidade e o Prestígio; ao segundo concedeu a Inteligência e a Autoridade, e ao terceiro entregou o Conhecimento Espírita.
Depois de longo tempo, os três servidores, assustados e vacilantes, compareceram diante do Senhor para as contas necessárias.

O primeiro avançou e disse:
- Senhor, cometi muitos disparates e não consegui realizar-te a vontade, que determina o bem para todos os teus súditos, mas, com os cinco talentos que me puseste nas mãos, comecei a cultivar, pelo menos com pequeninos resultados, outros cinco, que são o Trabalho, o Progresso, a Amizade, a Esperança e a Gratidão, em alguns dos companheiros que ficaram no mundo… Perdoa-me, ó Divino Amigo, se não pude fazer mais!…

O Senhor respondeu tranquilo:
- Bem está, servo fiel, pois não erraste por intenção… Volta ao campo terrestre e reinicia a obra interrompida, renascendo sob o amparo das afeições que ajudaste.

Veio o segundo e alegou:
- Senhor, digna-te desculpar-me a incapacidade…
Não te pude compreender claramente os desígnios que preceituam a felicidade igual para todas as criaturas e perpetrei lastimáveis enganos…
Ainda assim, mobilizei os dois valores que me deste e, com eles, angariei outros dois que são a Cultura e a Experiência para muitos dos irmãos que permanecem na retarguada…

O Excelso Benfeitor replicou, satisfeito:
- Bem está, servo fiel, pois não erraste por intenção… Volta ao campo terrestre e reinicia a obra interrompida, renascendo sob o amparo das afeições que ajuntaste.

O terceiro adiantou-se e explicou:
- Senhor, devolvo-te o Conhecimento Espírita, intocado e puro, qual o recebi de tua munificência…
O Conhecimento Espírita é Luz, Senhor, e, com ele, aprendi que a tua Lei é obra dura demais, atribuindo a cada um conforme as próprias obras.
De que modo usar uma lâmpada assim, brilhante e viva, se os homens na Terra estão divididos por pesadelos de inveja e ciúme, crueldade e ilusão?
Como empregar o clarão de tua verdade sem ferir ou incomodar? e como incomodar ou ferir, sem trazer deploráveis consequências para mim próprio?
Sabes que a Verdade, entre os homens, cria problemas onde aparece…
Em vista disso, tive medo de tua Lei e julguei como sendo a medida mais razoável para mim o acomodar-me com o sossego de minha casa…
Assim pensando, ocultei o dom que me recomendaste aplicar e restituo-te semelhante riqueza, sem o mínimo toque de minha parte!…

O Sublime Credor, porém, entre austero e triste, ordenou que o tesouro do Conhecimento Espírita lhe fôsse arrancado e entregou, de imediato, aos dois colaboradores diligentes que se encaminhariam para a Terra, de novo, declarando, incisivo:
- Servo infiel, não existe para a tua negligência outra alternativa senão a de recomeçares toda a tua obra pelos mais obscuros entraves do principio…

- Senhor!… Senhor!… – chorou o servo displicente. – Onde a tua equidade? Deste aos meus companheiros o Dinheiro, o Poder, o Conforto, a Habilidade, o Prestígio, a Inteligência e a Autoridade, e a mim concedeste tão-só o Conhecimento Espirita… Como fazes cair sobre mim todo o peso de tua severidade?

O Senhor, entretanto, explicou, brandamente:
- Não desconheces que te atribuí a luz da Verdade como sendo o bem maior de todos. Se ambos lhes faltava o discernimento que lhes podias ter ministrado, através do exemplo, de que fugiste por medo da responsabilidade de corrigir amando e trabalhar instruindo…
Escondendo a riqueza que te emprestei, não só te perdeste pelo temor de sofrer e auxiliar, como também prejudicaste a obra deficitária de teus irmãos, cujos dias no mundo teriam alcançado maior rendimento no Bem Eterno, se houvessem recebido o quinhão de amor e serviço, humildade e paciência que lhes negaste!…

- Senhor!… Senhor!… porquê? – soluçou o infeliz – porque tamanho rigor, se a tua Lei é de Misericórdia e Justiça.

Então, os assessores do Senhor conduziam o servo desleal para as sombras do recomeço, esclarecendo a ele que a Lei, realmente, é disciplina de Misericórdia e Justiça, mas com uma diferença: para os ignorantes do dever.
A Justiça chega pelo alvará da Misericórdia; mas, para as criaturas conscientes das próprias obrigações, a Misericórdia chega pelo cárcere da Justiça.


convite.png